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A solução para Aedes Aegypti está nas ferramentas do campo?

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Em um ano em que o tema central é Covid-19, vemos que os casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti estão em ascensão. Conforme os boletins epidemiológicos disponibilizados pelo Ministério da Saúde, até abril de 2020, somavam-se 639.608 casos prováveis de dengue, 22.786 casos prováveis de Chikungunya e 2.058 casos prováveis de Zika, somando 110 óbitos. Em 2019, foram 1.544.987 casos prováveis de dengue, 132.205 casos prováveis Chikungunya e 10.768 casos prováveis de Zika.

O professor, Mauricio Pasini, informou em seu artigo aqui descrito que, diferente da pandemia associada ao Covid-19 cujas formas de transmissão são de difícil controle, as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti podem ser suprimidas com a eliminação do mosquito. Contudo, nas cidades, todo ambiente com baixa luminosidade nas casas (abaixo de mesas, camas, atrás de armários, etc.), apartamentos, ambientes de trabalho, comércio, dentre outros, servem de abrigo para machos e fêmeas, sendo o aumento das suas populações favorecidas por ambientes com temperaturas superiores a 20ºC, associados a presença de água parada. 

Destaca-se, a dificuldade de eliminar ambientes de abrigo para adultos e de criação para larvas, neste, principalmente, pela grande quantidade de recipientes e locais que acumulam água. Essas variáveis, associam-se a necessidade das fêmeas se alimentar de sangue para a maturação dos ovários, o que nas cidades, encontram alimento em abundância, conseguindo facilmente completar suas funções vitais, ou seja, gerar descendentes férteis. 

Ressalta-se que o mosquito não gosta de ambientes abertos, prefere interiores, o que culmina em uma grande disponibilidade de alimento, escolhendo prover sua alimentação nas extremidades do corpo próximas ao solo.

Embora ações de conscientização sejam procedidas e amplamente preconizadas, verifica-se que esses esforços, pelo comportamento da população e condições de saneamento presentes nas cidades, são pouco efetivos e requerem novas estratégias integradas.

A solução para Aedes aegypti está o campo, em suas ferramentas.

No manejo de insetos-praga agrícolas são consideradas estratégias integradas de manejo visando deixar as populações de insetos abaixo do nível de dano econômico, em sua base, ele considera as características do indivíduo, comportamento, estratégias de monitoramento, abrigo, formas de reprodução e fontes de alimento. A soma dessas variáveis, associada a tomada de decisão de ações de supressão populacional, vinculam-se a escolha do princípio ativo e a tecnologia de aplicação. A eficiência dessas ações, garantem a sustentabilidade dos cultivos e a eliminação dos organismos nocivos.

Em relação ao Aedes aegypti, informações associadas a características do indivíduo, comportamento, estratégias de monitoramento, abrigo, formas de reprodução e fontes de alimento, são de conhecimento público. 

A maior dificuldade está na eliminação de adultos e larvas, uma vez que as mesmas são realizadas em regiões especificas através de fumacê e aplicação de produtos específicos em água parada. No entanto, devido a elevada mobilidade dos adultos, podendo percorrer distância superiores a 800 metros, em pouco tempo, após a aplicação dos produtos, a região tratada já está novamente com elevada densidade populacional de Aedes aegypti. E do mesmo modo causando problemas para a população. 

A única ferramenta capaz de realizar uma pulverização homogenia em meio as cidades e suas peculiaridades é a aviação agrícola. Somente dessa forma, aplicando os adulticidas e larvicidas, para adultos e larvas, de maneira homogênea e coordenada, em todo o perímetro urbano é que paulatinamente as densidades populacionais de Aedes aegypti serão eliminadas.
Eliminar Aedes aegypti é a única forma de diminuir os casos de Arboviroses no País. 

A Aviação Agrícola pode ser uma aliada 

 

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