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CNA debate mercado da carne bovina e erradicação da febre aftosa.

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O grupo discutiu o andamento do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA) e o planejamento da retirada da vacina contra a doença nos estados, que foram divididos em cinco blocos.

Para o presidente da Comissão, Antônio Pitangui de Salvo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está agindo com cautela para garantir a segurança sanitária e financeira dos rebanhos e do produtor, respectivamente.

“A gente sabe da importância do rebanho bovino brasileiro. Tudo será feito com muito cuidado, mas os produtores precisam acreditar e confiar nesse trabalho. Juntos, vamos conquistar um novo status, melhorar o preço da carne e conquistar novos mercados”.

O diretor do Departamento de Saúde Animal e Insumos Agropecuários do Mapa, Geraldo Moraes, afirmou que o Paraná antecipou a retirada da vacina e já entrou na fase de avaliação. Já no Rio Grande do Sul, algumas etapas foram concluídas.

“Neste mês vamos nos reunir com representantes do Bloco 1 (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso) para avaliar a evolução dos estados e decidir se o calendário previsto será cumprido ou não”, disse.

Durante o encontro, também foram discutidos o mercado da carne bovina em 2019 e as projeções para 2020. Segundo Antônio Pitangui, apesar dos problemas como o surto de coronavírus, alta do dólar e a queda da bolsa de valores, os preços no mercado bovino brasileiro deverão se manter.

“Nós estamos fazendo nosso trabalho e melhorando a qualidade da carne. O objetivo da discussão é entender as perspectivas de manutenção dos mercados que já conquistamos e abrir novos mercados potenciais”.

A assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Fernanda Schwantes, fez uma apresentação sobre as propostas da entidade para atender o pecuarista.

Uma delas é o aumento do limite para aquisição de animais dentro do Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono). Hoje, 40% dos recursos são destinados para aquisição de animais e 60% para recuperação de pastagem.

“A nossa proposta é para que esse limite de empréstimo para compra de animais aumente para 60%. Assim, o produtor consegue recuperar seu pasto, obter retorno financeiro e quitar o seu empréstimo ao final do prazo”, explicou o presidente da Comissão de Bovinocultura de Corte da CNA.

Por fim, o grupo debateu o “AgroUp: Desafio Tecnológico da Rastreabilidade Bovina”, uma competição lançada pelo programa CNA/Senar AgroUp, em parceria com o Instituto CNA e a Softex.

Segundo o coordenador dos Protocolos de Rastreabilidade do ICNA, Paulo Costa, os empreendedores brasileiros terão a oportunidade de desenvolver ou melhorar tecnologias existentes para resolver o problema de rastreabilidade individual bovino brasileiro em um curto prazo de tempo.

 

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