Empresas brasileiras fecham US$ 851 milhões na Gulfood 2020.

A Gulfood 2020, maior feira do setor de alimentos e bebidas do Oriente Médio, terminou com um bom balanço de negócios para as empresas brasileiras participantes: US? 851 milhões em negociações imediatas e alinhavadas para os 12 meses subsequentes ao evento. O resultado contempla as empresas presentes nos pavilhões Nacional, Grãos, Bebidas, Carnes e Proteína Animal (cuja presença das empresas foi apoiada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne – ABIEC -, e pela Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA -, respectivamente). Neste ano, o Brasil também esteve representado por empresas que foram à Gulfood junto à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para conhecer a feira e prospectar o mercado.

Além de atrair milhares de compradores do mundo, a Gulfood apresenta as principais tendências de mercado em alimentos e bebidas, mobilizando, em especial, formadores de opinião e mídia especializada do mercado arábico. Em 2018, as exportações brasileiras do agronegócio para o Oriente Médio representaram 7,39% (US? 7,5 bilhões) do total exportado. Entre os 15 principais destinos, cinco foram países dessa região (Irã – US? 2,18 bi; Arábia Saudita – US? 1,78 bi; Egito – US? 1,46 bi; Turquia – US? 1,38 bi; e Emirados Árabes Unidos – US? 1,36 bi).

Do total exportado em 2019, 90% contemplam os setores de carnes, complexo sucroalcooleiro, cereais e complexo soja, comprovando uma alta concentração nestes produtos e a necessidade de uma maior diversificação e apoio aos outros setores como café, frutas, alimentos industrializados, doces e bebidas, que fazem parte da estratégia da Apex-Brasil para o pavilhão Nacional.

Entre as vantagens apontadas pela Apex-Brasil para fazer negócios com o parceiro do Oriente Médio está a diversificação progressiva da economia do país, que vem reduzindo sua vulnerabilidade aos movimentos dos preços do petróleo em comparação com outros Estados do Golfo, o que dá mais segurança aos exportadores brasileiros para negociar com empresas baseadas no país. Individualmente, os Emirados Árabes Unidos saltaram da 22ª posição entre os principais compradores do Brasil em 2017 para o 15º lugar em 2019, com 1,34% de participação no total (US? 1,35 bilhão).

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