IBGE: 53% das áreas agrícolas são provenientes da conversão de pastagem com manejo.

O IBGE divulgou na última semana o “Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra do Brasil para 2018”, ampliando a série histórica que já abrange os anos 2000, 2010, 2012, 2014 e 2016. A análise da série histórica permite observar a evolução e os padrões de ocupação do território brasileiro. O objetivo do trabalho é acompanhar a dinâmica do território, seus processos de ocupação e suas transformações, através de um monitoramento espacial e quantitativo da cobertura vegetal e do uso da terra em todo o país. Desde 2010, este estudo vem sendo feito pelo IBGE a cada dois anos.

Entre 2016 e 2018, cerca de 1% do território brasileiro sofreu alguma mudança na cobertura e uso da terra. De forma geral, prossegue a substituição das áreas de vegetação natural por áreas antrópicas; ou seja, há um avanço da ação do homem sobre novas áreas. Além disso, observa-se uma priorização da agricultura em detrimento da pastagem com manejo.

Em 2018, as áreas agrícolas apresentaram crescimento de 3,3% em relação a 2016. Certas regiões apresentaram destaque no crescimento da área agrícola como a porção nordeste do Mato Grosso; a região de Santarém (PA), Paragominas (PA) e Imperatriz (MA); o eixo entre os municípios de Campo Grande e Cassilândia (MS); e a região da campanha gaúcha (RS).

Entre 2000 e 2018, houve uma expansão de cerca de 27% nas áreas destinadas às pastagens com manejo, principalmente na borda leste do bioma Amazônia, de 45% da área agrícola e 70% da área de silvicultura.

Entre 2000 e 2012, cerca de 20% das novas áreas agrícolas vieram da conversão de pastagens com manejo, 53% de vegetação nativa (florestal e campestre) e o restante de outras classes de cobertura e uso da terra. A partir de 2012, observa-se uma alteração na dinâmica, com 53% das novas áreas agrícolas sendo provenientes da conversão de pastagem com manejo, 26% de vegetação nativa (florestal e campestre) e o restante de outras classes de cobertura e uso da terra.

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