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Missão cumprida.

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Nos orgulharmos da posição que o Estado atingiu no cenário mundial da produção de pluma. E fico extremamente gratificado de vivenciar este momento no encerramento de minha gestão frente à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), iniciada em 2017.

Porém, não são apenas os números da produção que nos orgulham. A organização dos produtores, que se dá entorno de uma entidade representativa, é capaz de promover mudanças significativas na sociedade nas esferas econômica, política e social. Experimentei isso muito intensamente nos últimos três anos, período que, certamente, me fortaleceu pessoal e socialmente.

Embates políticos em nome do produtor de algodão em Mato Grosso foram muitos. Vivemos a dobra e a redobra do Fethab, contribuição paga pelos produtores para, em tese, ser aplicada em habitação, pavimentação e manutenção de rodovias. A cobrança do produtor mora justamente aí, pois as obrigações de pagamento se ampliam e o investimento nas reais finalidades carece da devida intensidade. Somos contra esse formato e assim nos posicionamos a todo momento.

Outra luta travada em nome dos direitos dos cotonicultores foi o questionamento judicial da patente de algodão Bollgard II RR Flex. O nosso produtor é quem mais se beneficia com as novas tecnologias e, por conta disso, está disposto a pagar por elas. Contudo, a transparência no processo de cobrança está garantida pela Lei de Patentes. Aqui reside nossa contestação: na obediência ao cumprimento dos requisitos técnicos patentários, sem as fragilidades encontradas.

Também estamos enfrentando a batalha pela aprovação de legislação que renove o processo de registro de defensivos agrícolas no país. Buscamos garantir que as lavouras sejam protegidas com produtos modernos, menos agressivos à saúde humana e ao meio ambiente. Essa luta pelo conhecimento e informação está caminhando no Congresso e já conta com a opinião positiva dos Parlamentares e do Executivo Federal.

Nossas ações também se revertem em solidariedade e amparo social. Investimentos em instituições beneficentes, como o Hospital de Câncer de Mato Grosso foram ampliados, a exemplo da renovação de todo o enxoval da unidade hospitalar e a equipagem da UTI Pediátrica, inaugurada recentemente. Recursos da venda da publicação técnica, produzida pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) “Compêndio de Identificação – Problemas agronômicos em algodoeiro e ferramentas de controle”, foram revertidos ao hospital.

Ainda no âmbito da saúde pública, 19 municípios do sul do Estado foram beneficiados com a doação de um micro-ônibus, utilizado para o transporte de equipes de saúde que assistem pacientes com hanseníase, tuberculose e leishmaniose na região. O Consórcio Regional de Saúde do Sul recebeu essa doação.

O projeto Japuíra, idealizado pelo IMAmt, que leva treinamento em costura industrial a grupos formados em vários municípios, também é outra ação de responsabilidade social que muito nos orgulha. As beneficiárias, mulheres de comunidades carentes, têm nesse treinamento a oportunidade do aprendizado de um ofício para a geração de renda. Exemplo disso foram oito reeducandas da cadeia pública de Nortelândia que aprenderam a confeccionar camisetas. O IMAmt oferece máquinas de costura industrial, tecidos, linhas e os instrutores para realizar os treinamentos.

Enfim, são registros e realizações atingidas durante a gestão que não seriam possíveis não fosse o irrestrito apoio de nossos diretores e associados, de nossa equipe técnica e demais colaboradores. Deixo, portanto, minha mensagem de gratidão a todos, assim como à sociedade mato-grossense e à classe política, que entende, valoriza e subsidia as lutas do setor. A caminhada ainda não se encerrou, pois são muitos os desafios, mas termino essa contribuição certo de que cumpri minha missão.

Alexandre Schenkel é produtor rural e ex-presidente da Ampa

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