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MT vai investir R$ 64 milhões no combate ao desmatamento ilegal e queimadas.

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O combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios florestais recebeu dois notórios reforços essa semana, em Mato Grosso. Nesta quinta-feira (5), o governo do Estado criou o Comitê Estratégico para o Combate do Desmatamento Ilegal, a Exploração Florestal Ilegal e aos Incêndios Florestais (Cedif-MT).

O Cedif vai planejar e executar ações estratégicas para o combate e controle das práticas ilegais relacionadas ao meio ambiente.

E um dia antes, na quarta-feira (4), o Ministério Público Estadual (MP-MT) laçou o projeto Satélite Alerta, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A iniciativa visa utilizar uma tecnologia que permite o cruzamento de dados de áreas desmatadas e queimadas com áreas lançadas no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O governo anunciou que serão investidos R$ 64 milhões em infraestrutura, recursos humanos e tecnologia, que vão reforçar as atividades já desenvolvidas pelo Estado por meio do monitoramento via Satélite Planet.

“As pessoas que persistirem e acreditarem na impunidade vão se dar mal. Alerto ao cidadão mato-grossense que não aposte na impunidade, que não aposte que o Estado será ineficiente. Cada dia mais estamos adotando medidas para cumprir a legislação, então, aqueles que apostarem, vão dar com os burros na água”, asseverou o governador.

A Origem e destino do dinheiro.

Do total de R$ 64 milhões deste ano, R$ 41 milhões são provenientes de recursos recuperados pela Operação Lava Jato. Outros R$ 22,1 milhões vieram do Programa REM e do orçamento do Estado.

Os valores serão aplicados em seis eixos: planejamento e gestão (R$ 452 mil), monitoramento (R$ 18,4 milhões), responsabilização (R$ 2,6 milhões), fiscalização (R$ 29,9 milhões), prevenção e combate a incêndios florestais (R$ 9,5 milhões) e comunicação (R$ 3 milhões).

Crimes contra a flora

Em 2019, o governo de Mato Grosso realizou 570 autuações a crimes contra a flora, o que gerou R$ 517 milhões em multas, referentes a 110 mil hectares embargados.

O valor arrecadado com as multas foi 85% a maior que em  2018, quando 756 autuações renderam R$ 280 milhões e 86 mil hectares embargados.

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