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Saiba os efeitos do Coronavírus no agronegócio.

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O Portal Agrolink conversou com o Professor Doutor em Economia Internacional, Argemiro Luis Brum, sobre os efeitos do Coronavírus ligados ao agronegócio – e eles sim, são muitos. 

Alguns relacionados aos problemas enfrentados pela economia em geral, ou seja, o rompimento da cadeia de suprimentos, em função das dificuldades de transporte. A maioria, em função de outros elementos intrínsecos ao problema. 

Veja abaixo os 10 efeitos elencados por Argemiro Luis Brum

1) A medida em que a população mundial entra em quarentena, a demanda enfraquece, mesmo em alimentos, pois restaurantes fecham, as compras em geral diminuem, eventos não se realizam .

2) Os produtores rurais também estão diretamente sujeitos à doença obviamente, fato que pode travar o controle e o processo de produção em muitos setores.

3) Muitas indústrias de processamento, dentro da cadeia produtiva, podem sofrer paralisações devido a seus funcionários se contaminarem, travando as compras e as vendas

4) Os preços de exportação, no caso do Brasil, melhoram no curto prazo, caso da soja por exemplo , em função da disparada da desvalorização do Real, porém, logo em seguida, se o processo não reverter no câmbio, os custos disparam para todos, podendo gerar uma futura safra desastrosa economicamente.

5) Os preços de importação, por sua vez, igualmente sobem e muito, penalizando o consumidor em geral e a grande maioria do agronegócio, pois quase todos os insumos são importados. No caso do consumidor, a inflação tende a ser importante em muitos setores, mesmo com o petróleo baixando de preço.

6) Há uma outra grande preocupação: e quando os caminhoneiros forem atingidos pela doença, quem irá transportar as mercadorias neste país? O efeito pode ser semelhante ou até pior do que a greve dos caminhoneiros de 2018.

7) Como o problema é de doença, por mais esforço que o governo faça liberando recursos, dificilmente a demanda irá responder, pois está em quarentena, evitando sair para consumir (lembrando que o auge do problema aqui no Brasil apenas está previsto para o final de abril/início de maio conforme os especialistas em saúde). 

Dito de outra forma: a atual crise é bem mais complicada do que a de 2007/08, já que as ações econômicas do Estado têm pouco efeito sobre ela, enquanto a pandemia persistir.

8) O PIB mundial e o brasileiro já estão perdidos neste ano de 2020, com grande recuo e todos os seus efeitos nefastos sobre a geração de empregos, qualidade de vida.

9) Para quem ainda não entendeu, teremos os próximos 10 meses dificeis em termos econômicos. 

10) O Rio Grande do Sul, para completar o quadro, está  vivendo uma seca enorme que ainda irá piorar mais o quadro econômico regional, infelizmente. 

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